Depois de meses sem ver a cara da rua eis que me arrisco numa aventura ridícula na estrada e cá estou: Ubatuba, eis que o teu filho pródigo retornas ao lar!
Definitivamente o mar exerce uma influência calmante e reflexiva sobre o espírito do ser humano e comigo não é diferente. Passei a tarde inteira só contando quantas ondas se quebravam na areia.. o vento da praia ia e voltava trazendo aqueles pequeninos grãos de areia pra lá e para cá. Tudo tão pequeno e ao mesmo tempo tão vasto. Ah esse horizonte! Que pôr do sol indescritível têm esse lugar... E eu que me sentia contente quando conseguia ver o pôr do sol em meios aos edifícios gigantescos na grande São Paulo, ou quando dava a sorte de estar na Av. Paulista quando o céu ia ficando cada vez mais amarelo, alaranjado, negro.. Agora estou aqui, vendo o pôr do sol de camarote com a melhor vista que poderia ter. Nada a miha frente, apenas eu e o sol.
Acho que quando estou assim, apenas eu e eu mesmo, Deus me escuta mais um pouquinho.
Ultimamente eu tenho tido raros momentos de conversa com Deus. rs. Não deixei de acreditar.. Mas confesso que tenho me mantido meio ausente. É difícil continuar acreditando em certa proteção quando se está com essa sensação de solidão como eu tenho estado nos últimos tempos.
Enfim.
Dedico à você que está lendo agora, ou mesmo a você que nunca vai ler (visto o fato de que eu nunca divulgo esse blog para ninguém, rs) a imagem do céu lindo que Deus dividiu comigo hoje. Ah Annie, tenho certeza que teve um dedo seu nessa história, rs. Quase consegui ver-te através daquela imensidão toda! A saudade continua forte a cada dia, mas eu ainda tento ser racional o suficiente, como tu me ensinaste e me incentivaste tanto a sempre conseguir ser. O céu de hoje, azul, amarelo, laranja, cinza, negro.. o céu de hoje era meu e seu mais uma vez.
Namastê.
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